Tilápia ganha espaço na mesa dos capixabas e fortalece a piscicultura no Espírito Santo | FAES-ES Notícias - FAES
Tilápia ganha espaço na mesa dos capixabas e fortalece a piscicultura no Espírito Santo
Instrutor do Senar-ES aposta na culinária para incentivar o consumo do pescado e agregar valor à cadeia produtiva
16 de julho de 2026

Por: Carolina Vieira
Fonte: Assessoria de Comunicação Faes / Senar-ES

A aquicultura capixaba tem registrado um aumento significativo nos últimos anos, e ainda assim, o consumo do pescado segue sendo abaixo do esperado. Tendo isso em vista, um piscicultor e instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (Senar-ES), usa a culinária como um meio de agregar valor à tilápia.


Com quase 30 anos de carreira e 20 anos de Senar, Fabiano Giori acompanhou de perto a evolução da piscicultura capixaba. Entre os avanços, a alimentação automatizada, manutenção da qualidade da água, melhoria na qualidade de vida do produtor rural e aumento da produtividade por área, além das maneiras de consumir o peixe de água doce.


Giori, que é técnico da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e instrutor responsável por diversos treinamentos do Senar-ES — entre eles o de processamento de pescado —, viu que com a gastronomia ele podia levar para os alunos, atendidos e ouvintes de aula-shows que ministra, o aproveitamento da tilápia.


“Desde que o Senar começou a levar minicursos de culinária com tilápia, foi de grande aceitação. Chamou a atenção das pessoas que vivem nas cidades, para a importância de aumentar o consumo de pescado, através de pratos diferenciados que podem facilmente ser produzidos”, destaca.


Responsável por quase toda a piscicultura capixaba, a tilápia ainda é pouco consumida no Espírito Santo, mas vem conquistando cada vez mais espaço na alimentação dos capixabas e de todo o Brasil.


A analista de produção animal da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), Lidiane Gomes, aponta dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para destacar a recuperação da atividade.


“Desde 2017, a tilapicultura capixaba vem apresentando recuperação consistente. A produção atual é aproximadamente 90% maior que a registrada naquele ano, colocando o Espírito Santo muito próximo de alcançar novamente o recorde histórico de produção observado pelo IBGE em 2014”, afirma.


O brasileiro consome, em média, entre 9,5 e 10,5 kg de pescado por ano, abaixo da recomendação da OMS de 14 a 15 kg/habitante/ano. No Espírito Santo, o consumo segue tendência semelhante, indicando potencial para expansão do mercado interno e incentivo ao consumo de pescado.




A recomendação vem devido aos benefícios nutricionais do pescado. A tilápia é uma proteína de alta qualidade, possui baixo teor de gordura, presença de ômega-3, além de vitaminas do complexo B, fósforo, selênio e potássio. O consumo contribui para uma alimentação equilibrada e favorece a saúde cardiovascular, cerebral e a redução de inflamações.


Entre as vantagens com a saúde, o instrutor ainda afirma que a piscicultura gasta pouco tempo do produtor e é fácil de conciliar com outras culturas, podendo se tornar uma fonte alternativa de renda. Além de ser um bom momento para investir na produção de tilápia.


“Na atualidade, é um mercado seguro, com o consumo de pescado cada vez mais consolidado, não só pela qualidade do alimento, mas também por questões de saúde. O pescado oferece uma carne com menor quantidade de gordura, e isso tem contribuído para o aumento do consumo de peixe. Então, com conhecimento e qualidade, o produtor pode investir sem medo”, ressalta Fabiano.


Da produção ao prato, a tilápia vem aos poucos conquistando espaço entre os capixabas. Ao unir capacitação e gastronomia, o Senar-ES busca fortalecer a cadeia produtiva e estimular o consumo de um alimento que reúne qualidade, versatilidade e potencial para impulsionar a piscicultura no estado.


Os produtores interessados em iniciar ou ampliar a atividade podem buscar informações, capacitações e assistência técnica junto ao Senar-ES, por meio do Sindicato Rural de sua região. Além disso, contam com o apoio da Faes, por meio da Comissão Técnica de Aquicultura, que atua na representação do setor, na articulação de políticas públicas e na promoção de ações voltadas ao fortalecimento da aquicultura capixaba.

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