Por: Carolina Vieira
Fonte: Assessoria de Comunicação Fepsa-ES
O Espírito Santo comemora o marco de 30 anos sem registros de febre aftosa no estado. Em celebração à ocasião, nesta segunda-feira (27), o Fundo Emergencial de Promoção da Saúde Animal do Estado do Espírito Santo (Fepsa-ES) foi homenageado em uma sessão especial na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales).
O Fepsa-ES trabalha em conjunto com os produtores rurais, fazendo a ligação entre o setor privado e o setor público, permitindo alcançar melhores resultados e manter a saúde animal do estado em dia.
O presidente do Fepsa-ES, Wendius Lucas, destacou a importância do marco de três décadas sem febre aftosa, e alertou para os próximos cuidados.
“É um marco importante, que tem que ser comemorado. Mas também é preciso reconhecer que, além de termos 30 anos sem febre aftosa, temos uma grande responsabilidade na manutenção desse status no estado, garantindo que não voltemos a ter a doença”, ressalta.
A homenagem levou em conta os 30 anos desde o último foco da doença, em 23 de abril de 1996, em Aracruz, e foi coordenada pela deputada estadual Janete de Sá, autora da proposta. Além dos 30 anos sem a doença, o estado está seguindo sem a necessidade de vacinação desde 2021.
“Estar livre da vacinação significa conquistar mercados mais exigentes, como Japão e Estados Unidos, que não compram carne de países que têm febre aftosa ou que ainda necessitam de vacinação. Com isso, o nosso rebanho se valoriza, permitindo ampliar a comercialização, fortalecer a economia e apoiar os produtores de carne e seus derivados. Além disso, contribui de forma significativa para que o Espírito Santo alcance novos mercados, expandindo a produção e a comercialização da carne bovina”, afirma a deputada.
Estiveram presentes na solenidade, o presidente do Fepsa-ES, Wendius Lucas, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), Julio Rocha, a superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (Senar-ES), Letícia Toniato, além de representantes de outras parcerias como o Sistema OCB, a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
Na Assembleia, entidades e personalidades que contribuíram para as três décadas de êxito foram homenageadas durante o evento. Dentre elas, o presidente da Faes, Julio Rocha, e o vice-presidente da Federação e presidente da Associação de Criadores e Produtores de Gado de Leite do Espírito Santo (ACPGLES), Rodrigo Monteiro.
A conquista é um novo passo na luta contra a febre aftosa. No último ano, o Espírito Santo foi reconhecido internacionalmente como zona livre de febre aftosa sem vacinação, durante a 2ª Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que aconteceu em Paris, na França. No mesmo evento, o Brasil foi certificado por mais de 50 anos de combate à doença.
Sobre o Fepsa-ES
O Fepsa-ES, é uma associação civil, sem fins lucrativos, que tem o objetivo de promover ações para a prevenção, contenção e erradicação de focos de doenças de aves, bovinos, bubalinos, suínos, ovinos e caprinos.
A associação é formada pela Faes, junto com o Sindicato da Indústria de Frio do Estado do Espírito Santo (Sindifrio-ES), o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), a Superintendência Federal de Agricultura do Espírito Santo (SFA-ES), a Associação dos Suinocultores do Estado do Espírito Santo (Ases), a Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (Aves) e o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Espírito Santo (OCB/ES).
O gerente executivo do Fepsa-ES, Antônio Carlos, agradeceu à Assembleia Legislativa do Espírito Santo pela aprovação da nova modalidade de contribuição ao Fepsa-ES, por meio da Lei Ordinária nº 12.271, de 29 de novembro de 2024, que está em vigor desde 1º de março de 2025.
“Esta lei nos proporciona não só a continuidade das ações relacionadas à febre aftosa, mas também permite incrementar ações efetivas no programa de controle e erradicação da brucelose e da tuberculose bovina, doenças que vêm causando enormes prejuízos aos produtores rurais”, aponta.
Foto: Crédito / Natan de Oliveira